14.2.06

Cinco

Parasítico Hipnógeno II
Guache sobre radiografia
240X300mm
CINCO
I

lábios queimados da tragada forte
morde o nada nos carnudos lábios
grotescos símbolos no quarto nus
à luz dos atos mímicos pretextos

eu vou além da noite
harém ao léu
dou o homem à foice
amém ao céu

II

os heróis nus carregam pesadas cruzes
anulem-se
gritos fornicam na madrugada sem luzes
acostumem-se

III

foi-se a calma
da (esperada)
foice na alma

IV
acidentes metálicos no amanhecer da construção
pessoas pobres costumam perder suas mãos
dúvida pertinente: seria serra leoa diferente?
e uma cachaça da boa para ficar mais quente
V
o mundo é assim
uma pitada de mim
um pouco de canção
o que sobra é obra

- perigo: em construção

4 Comments:

Anonymous Edu Funicelli said...

Garotão competente; satisfação "no ve-lo" brilhando, hehe!

Abrax

12:16 PM  
Blogger Eduardo Lacerda said...

Paulo;


desculpe a demora para responder, estou meio atrapalhado, mas amanhã cedo eu resolvo isso.

um abraço

edu

3:04 PM  
Anonymous Ney Alexandre said...

POe, meu velho, vc não imagina da minha satisfação por ter um contato seu. Saudades, rapaz. Mande-me seu email novo, aquele q vc tinha faz tempão q não recebe mais msgs. Virei aqui com mais calma.

9:31 AM  
Anonymous Milton Ayres said...

...4...3...2...1... Parabéns!

E a foice que ceifou talentos,foi-se?
Pobre de quem ceifa obras!
A sua é nobre e viceja.
E já!

Abs,
Milton

6:49 PM  

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